September 20, 2017

Review Category : Religião

SANTO DO DIA

São Pantaleão, realizava milagrosas curas em nome de Jesus Cristo
São Pantaleão, realizava milagrosas curas em nome de Jesus Cristo, que suscitava a inveja em outros médicos

O santo de hoje viveu no séc. III e IV da era cristã, durante um período de intensa perseguição aos cristãos que não podiam professar a própria fé, pois o que predominava naquela época era o culto aos deuses pagãos.

Pantaleão era filho de Eustóquio, gentio e de Êubola, cristã. Sua mãe encaminhou-o na fé cristã. Após o falecimento de sua mãe, Pantaleão foi aplicado pelo pai aos estudos de retórica, filosofia e medicina.

Durante a perseguição, travou amizade com um sacerdote, exemplo de virtude, Hermolau, que o persuadiu de Nosso Senhor Jesus Cristo ser o autor da vida e o senhor da verdadeira saúde.

Um dia que se viu diante de uma criança morta por uma víbora, disse para consigo: “Agora verei se é verdade o que Hermolau me diz”. E, segundo isto, diz ao menino: “Em nome de Jesus Cristo, levanta-te; e tu, animal peçonhento, sofre o mal que fizeste”. Levantou-se a criança e a víbora ficou morta; em vista disso, Pantaleão converteu-se e recebeu logo o santo batismo.

Acabou sendo convocado pelo imperador Maximiano como seu médico pessoal. As milagrosas curas que em nome de Jesus Cristo realizava, suscitaram a inveja de outros médicos, que o acusaram de cristão perante o imperador que, por sua vez, o mandou ser amarrado a uma árvore e degolado.

Desta forma, assumindo a coroa do martírio, São Pantaleão passou desta vida para a vida eterna.

São Pantaleão, rogai por nós!

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EVANGELHO DO DIA

Evangelho (Mt 13,10-17)

— O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.

— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 10os discípulos aproximaram-se e disseram a Jesus: “Por que tu falas ao povo em parábolas?” 11Jesus respondeu: “Porque a vós foi dado o conhecimento dos mistérios do Reino dos Céus, mas a eles não é dado.

12Pois à pessoa que tem, será dado ainda mais, e terá em abundância; mas à pessoa que não tem, será tirado até o pouco que tem. 13É por isso que eu lhes falo em parábolas: porque olhando, eles não veem, e ouvindo, eles não escutam, nem compreendem.

14Deste modo se cumpre neles a profecia de Isaías: ‘Havereis de ouvir, sem nada entender. Havereis de olhar, sem nada ver. 15Porque o coração deste povo se tornou insensível. Eles ouviram com má vontade e fecharam seus olhos, para não ver com os olhos nem ouvir com os ouvidos, nem compreender com o coração, de modo que se convertam e eu os cure’.

16Felizes sois vós, porque vossos olhos veem e vossos ouvidos ouvem. 17Em verdade vos digo, muitos profetas e justos desejaram ver o que vedes, e não viram, desejaram ouvir o que ouvis, e não ouviram.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

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A VOZ DO PASTOR

A celebração martirial dos Apóstolos São Pedro e São Paulo, foi considerada, para o catolicismo, como uma segunda Páscoa, pois o sangue destas duas raízes e fundamentos da Igreja ajudou em muito a conversão da Roma Imperial, na Roma Santa. Esta festa destaca os dois olhos do rosto maternal da Igreja, as duas colunas que articulam o Povo de Deus, e os dois pulmões que levam a comunidade eclesial à dinâmica sempre renovada da comunhão e da missão. Comemoramos, neste data, o Dia do Papa, agradecendo a Deus pelo ministério petrino, centro de unidade e de presidência e primazia da caridade que deve sempre orientar e formar os cristãos. O ofício, ou função, de Pedro, faz referência ao substantivo: ser pedra, fundamento, rocha que sustenta e dá abrigo como as grutas na Palestina. Mas, também tem a ver com ser ponte, ponte simples, sim, mas de firmeza e resiliência a toda prova, que nunca vai desabar e que aguenta qualquer peso. Ponte aberta ao infinito, que comunica povos e nações, que irmana e une as pessoas numa só família sem fronteiras nem divisões. Ainda, este ministério respira a audácia do pescador e do experiente timoneiro que sempre se direciona mar adentro. A nave de Pedro não afunda, sempre conduz ao logradouro, o porto seguro do Bom Pastor Jesus Cristo, o Salvador. Por isso, o semblante do Papa sempre irradiará esperança e paz, como peregrino de Cristo e caminheiro da solidariedade e da concórdia, o amigo e irmão dos pobres do mundo inteiro. Neste dia, fazemos questão de renovar ao Papa Francisco nossa incondicional fidelidade e comunhão, nossa dócil obediência e veneração, e nossa alegria de caminhar juntos numa Igreja sinodal, em processo de saída, de olharmos juntos na mesma direção, e também nos enchergarmos e dialogar como numa Igreja poliedro, partilhando a corresponsabilidade e a missão de anunciar a Cristo para todas as criaturas. Que o Senhor o proteja e o ilumine e lhe conceda um pontificado luminoso e feliz, sendo sempre o doce rosto de Cristo na Terra como afirmava Santa Catarina de Sena. Deus seja louvado!

+Dom Roberto Francisco Ferreria Paz
Bispo Diocesano de Campos

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A Igreja Católica e os não católicos

A Igreja católica olha com respeito os cristãos que estão fora dos seus limites. O Catecismo nos ensina algo muito importante sobre isso: “Os que hoje em dia nascem em comunidades que surgiram de tais rupturas e estão imbuídos da fé em Cristo não podem ser argüidos de pecado de separação, e a Igreja católica os abraça com fraterna reverência e amor… Justificados pela fé recebida no batismo, estão incorporados em Cristo, e por isso com razão são chamados com o nome de cristãos, e merecidamente reconhecidos pelos filhos da igreja católica como irmãos no Senhor” (Un. Redintegratio,3), (Catecismo nº. 818).

A Igreja também reconhece que: “Muitos elementos de santificação e de verdade existem fora dos limites visíveis da Igreja Católica: a palavra escrita de Deus, a vida da graça, a fé, a esperança e a caridade e outros dons do Espírito Santo” (UR, 3).

O Catecismo ainda afirma que: “O Espírito Santo de Cristo serve-se dessas igrejas e comunidades eclesiais como meios de salvação cuja força vem da plenitude da graça e da verdade que Cristo confiou à Igreja Católica”. Todos esses bens provêm de Cristo e levam a Ele e impelem à “unidade católica” (Lúmen Gentium, 8).

Essas palavras não querem de forma alguma dizer que podemos aceitar essa triste realidade dos irmãos separados da fé católica, “como se tudo estivesse bem”. Não. O verdadeiro ecumenismo nunca será uma forçada justaposição de muitas igrejas, mas o reconhecimento de que só há uma Igreja fundada por Jesus e que contém com garantia todo o “depósito da fé” e “a plenitude dos meios da salvação”.

Embora reconheça tudo isso, a Igreja católica tem consciência de que ela possui, como disse o Papa João Paulo II, “por vontade expressa de Deus, a plenitude dos meios da salvação”, ou seja, “todos os instrumentos da graça”(UR,3 e 4).

Nossos irmãos separados da fé católica, que já nasceram nas igrejas ditas evangélicas, não podem ser culpados pela separação havida no passado; contudo, estão desprovidos de muitos meios de salvação e santificação que Jesus nos deixou: Sacramentos, devoção a Maria, a intercessão, santos, sacramentais, etc.

É preciso lembrar aqui que quando a Igreja Católica se refere às igrejas protestantes, ela pensa naquelas tradicionais e históricas, não nessa multidão incontável de seitas que se multiplicam a cada dia, de maneira incontrolável e independente.

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